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domingo, 24 de maio de 2009

O Casaco

Por vezes fico espanto com o género de roupa que as pessoas usam.

Estava numa daquelas discotecas em que ninguém vai, não pelo som ser uma merda mas porque ninguém conhece e claro, quem conhece não tem amigos que gostem, portanto lá estava eu ali sem ninguém para comentar o que estava a ver.

A minha frente vejo uma mulher, umas grandes curvas uma pernas bem definidas e um rabo daqueles nem muito grande e nem muito pequeno, ou seja tinha aquelas medidas certas que um gajo gosta quando da uma foda por trás. Eu na minha mente imaginei logo quase tudo, mas quando reparo no casaco dela, perdi logo todo o tesão que estava a sentir.
Poderia ser a queca do ano, mas aquele casaco. Eu sou um gajo que gosta de apreciar todos os detalhes, basta haver um que não seja do meu agrado é um adeus bem grande.
Claro que da próxima vez que me voltar a cruzar com ela, se por acaso não estiver com aquele casaco vestido, então ai as coisas podem muar de figura.

O problema do casaco e vai haver quem ache isto absurdo, era o material de que era feito, não é que eu seja alérgico mas pele de cobra definitivamente ali não estava a combinar. Também não tenho pena dos animais, tanto que nem sou vegetariano nem nada disso.
É que o simples facto de pensar que poderia tocar no casaco e não gosto do animal, arrepia-me.

Talvez seja algum trauma de infância de alguma situação que não me recorde, mas cobras é algo que não combina.
Mas atenção apenas estou a referir o casaco porque de resto… Era bastante tentador, mas para mim o casaco era a tal coisa.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Mas que mau hálito

Acordei hoje com um mau hálito que parecia que alguém tinha arrebentado uma bomba de mau cheiro dentro da minha boca.
Mas se formos a ver a quantidade de álcool que ontem bebi e o Hambúrguer que comi algures numa tendinha, fermentou de tal maneira que se não saiu por baixo sai por cima.

Mas isto faz-me o Carlos um gajo que ontem encontrei no bairro, não o via já uns bons anos é um daqueles tipos que na faculdade alinhava em todas as merdas que nos lembrássemos de fazer. Um dia estávamos tão bêbados que nos lembramos de andar a fazer testes com metano gerado por nós… Digamos que não voltamos a repetir.

Claro que quando o vi estava a fazer das suas a uma amigo que estava com ele, mas assim que troquei duas palavras com ele foudasse era um hálito que eu só queira  sair dali.

Nem era álcool que isso ainda é suportável, nem tenho palavras para descrever, eu o cheiro de esgoto ainda consigo suportar, mas aquela situação foi mesmo para esquecer.
A Alexandra estava comigo e gaja é tão cabra que assim que os apresentei ela logo se seguida olha para mim em tom de gozo e o que faz?
”Olha, Carlos, sei que só te conheço a uns segundos mas toma uma pastilha, vais ver que vai-te fazer milagres”
Foi daqueles momento que devia ter sido filmado, a cara do Carlos a reagir e a forma como a Alexandra… Por muito bem que lhe possa fazer sem dúvida que agora o Carlos vai andar sempre a controlar o mau hálito.

sábado, 25 de abril de 2009

Não posso ver cinema assim.

Na semana que passou resolvi ir ao cinema, combinei com uma cabra de uma amiga e a puta por que neste momento não arranjo outro nome a última da hora baldou-se.
Eu simplesmente caguei pelo facto depois durante a sessão não a ter de aturar ou mesmo depois do filme ouvir a falar da semana de merda que teve.

Ora como já tinha situação a correr mal, ainda correu pior quando chego ao cinema e vou para o meu lugar, quando olho em redor vejo só casalinhos.
Fodasse mas esta tudo contra mim?
Já não chegava a cabra de merda ter-me dado a balda ainda tinha de estar no meio de casalinhos.

O filme lá começou era o Che O Argentino que devo dizer gostei bastante.

Ora um filme desta qualidade é para ser visto, mas a meio que eu começo a ouvir...
Barulhos estranhos na fila detrás, primeiro o tirar a roupa, fechos, botões e a seguir assim um barulho sincronizado ou seja uma punheta em pleno cinema.
Pelo menos gemidos não ouvi, será que estou no cinebolso?

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Mais uma vez

Após uma longa noite de exposição a algo que me deixa completamente alucinado, vejo-me a olhar para o teclado do meu portátil e com vontade de escrever...

As palavras não me saem da cabeça e os meus dedos não conseguem interceptar o que meu cérebro ordena, talvez se deva ao facto de neste momento estar num estado em que a todo o momento me posso apagar.

Vão-se acumulando, tento novamente escrever mas sem sucesso, meto uma música para relaxar e ver se assim tenho algum resultado.

Fecho os olhos por momento e vejo flashes do meu passado, aqueles bons momentos que passei com a garrafa na mão sentado no sofá bebendo até a exaustão.

Adormeço durante horas no sofá, a garrafa que a minha mão segurava já muito tempo o seu conteúdo ficou derramado em mim, assim como o copo que neste momento se encontra partido no chão.

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