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domingo, 24 de maio de 2009

O Casaco

Por vezes fico espanto com o género de roupa que as pessoas usam.

Estava numa daquelas discotecas em que ninguém vai, não pelo som ser uma merda mas porque ninguém conhece e claro, quem conhece não tem amigos que gostem, portanto lá estava eu ali sem ninguém para comentar o que estava a ver.

A minha frente vejo uma mulher, umas grandes curvas uma pernas bem definidas e um rabo daqueles nem muito grande e nem muito pequeno, ou seja tinha aquelas medidas certas que um gajo gosta quando da uma foda por trás. Eu na minha mente imaginei logo quase tudo, mas quando reparo no casaco dela, perdi logo todo o tesão que estava a sentir.
Poderia ser a queca do ano, mas aquele casaco. Eu sou um gajo que gosta de apreciar todos os detalhes, basta haver um que não seja do meu agrado é um adeus bem grande.
Claro que da próxima vez que me voltar a cruzar com ela, se por acaso não estiver com aquele casaco vestido, então ai as coisas podem muar de figura.

O problema do casaco e vai haver quem ache isto absurdo, era o material de que era feito, não é que eu seja alérgico mas pele de cobra definitivamente ali não estava a combinar. Também não tenho pena dos animais, tanto que nem sou vegetariano nem nada disso.
É que o simples facto de pensar que poderia tocar no casaco e não gosto do animal, arrepia-me.

Talvez seja algum trauma de infância de alguma situação que não me recorde, mas cobras é algo que não combina.
Mas atenção apenas estou a referir o casaco porque de resto… Era bastante tentador, mas para mim o casaco era a tal coisa.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Cego atacou 3 vezes que puta de coincidência

 

Então o que sucedeu foi hoje de manhã fui ali ao supermercado do Sr. João comprar mantimentos. Como todos os dias lá vou comprar algo, a pergunta hoje do Sr. João foi logo “Quer que meta as suas coisas de parte?”. Ele já me conhece tão bem que chega ao ponto de saber que Quarta-Feira é o dia de renovar a Garrafa De Whisky.

Após ter comprado tudo o que precisava a sair do supermercado assim de repente do nada levo com uma bengala branca nas pernas, olho para trás para mandar vir e vejo um cego o qual me pediu desculpas.
Ora tudo bem, ele continuou e eu tranquilamente segui a minha vidinha.

Da parte da tarde dirigi-me ao banco, para ver se trocava o cartão de multibanco, isto porque e ainda não percebi ta-se a partir. Como é que um cartão de plástico que anda numa carteira que tem um compartimento próprio para ele se começa a partir?
Antes que se partisse mais tive de lhe fazer um curativo com fita cola, alias quem inventou a fita cola um muito obrigado.
Enquanto estava na fila para ser atendido, ouço um tak tak tak, quando olho para pimba, lá volto novamente a levar com a bengala do cego, ri-me com o sucedido pois já era a segunda vez que a situação acontecia ainda por cima com a mesma pessoa.

A noite fui tomar um cafezinho com os amigos e quando estava no multibanco a espera que a maquina  não me comesse o cartão, desta dei conta quando dei por mim estava-me a queixar das pernas pois o cabrão do cego desta vez abusou com a pancada, tive que refilar, "oh amigo e bater mais devagar não? podem estar pessoas a tua volta” ao que levo uma resposta do género “quem está mal muda-se” ao que lhe respondi assim “então da próxima pode ser que a bengala se vire contra ti”. Eu sei que devemos ser tolerantes mas, eu não tenho a culpa que ele esteja revoltado com o mundo e me escolha para dar com a bengala, se assim fosse eu andaria no boxe a ser carne para canhão, apesar de aprender qualquer coisinha.

Mas 3 vezes num dia fiquei, mesmo a pensar se não seria uma forma de o Karma me tentar dizer alguma coisa.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Mas que mau hálito

Acordei hoje com um mau hálito que parecia que alguém tinha arrebentado uma bomba de mau cheiro dentro da minha boca.
Mas se formos a ver a quantidade de álcool que ontem bebi e o Hambúrguer que comi algures numa tendinha, fermentou de tal maneira que se não saiu por baixo sai por cima.

Mas isto faz-me o Carlos um gajo que ontem encontrei no bairro, não o via já uns bons anos é um daqueles tipos que na faculdade alinhava em todas as merdas que nos lembrássemos de fazer. Um dia estávamos tão bêbados que nos lembramos de andar a fazer testes com metano gerado por nós… Digamos que não voltamos a repetir.

Claro que quando o vi estava a fazer das suas a uma amigo que estava com ele, mas assim que troquei duas palavras com ele foudasse era um hálito que eu só queira  sair dali.

Nem era álcool que isso ainda é suportável, nem tenho palavras para descrever, eu o cheiro de esgoto ainda consigo suportar, mas aquela situação foi mesmo para esquecer.
A Alexandra estava comigo e gaja é tão cabra que assim que os apresentei ela logo se seguida olha para mim em tom de gozo e o que faz?
”Olha, Carlos, sei que só te conheço a uns segundos mas toma uma pastilha, vais ver que vai-te fazer milagres”
Foi daqueles momento que devia ter sido filmado, a cara do Carlos a reagir e a forma como a Alexandra… Por muito bem que lhe possa fazer sem dúvida que agora o Carlos vai andar sempre a controlar o mau hálito.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Mais uma vez

Após uma longa noite de exposição a algo que me deixa completamente alucinado, vejo-me a olhar para o teclado do meu portátil e com vontade de escrever...

As palavras não me saem da cabeça e os meus dedos não conseguem interceptar o que meu cérebro ordena, talvez se deva ao facto de neste momento estar num estado em que a todo o momento me posso apagar.

Vão-se acumulando, tento novamente escrever mas sem sucesso, meto uma música para relaxar e ver se assim tenho algum resultado.

Fecho os olhos por momento e vejo flashes do meu passado, aqueles bons momentos que passei com a garrafa na mão sentado no sofá bebendo até a exaustão.

Adormeço durante horas no sofá, a garrafa que a minha mão segurava já muito tempo o seu conteúdo ficou derramado em mim, assim como o copo que neste momento se encontra partido no chão.

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